quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Blog entrevista Paulo Pin


                                                    
O Blog entrevista hoje o músico Paulo Pin que lançará seu cd  sexta-feira agora no General bar. As portas da casa se abrem as 21:30h e o show começa as 22:30h.
Após o show, som do Matahare no Santo!!

Acompanhe:

- Paulo, tudo bem com você? É um prazer estar contigo aqui no Blog. Quando surgiu a vontade real mesmo de acabar esse cd e lançá-lo?

Desde que a gente faz as primeiras composições, já pinta o sonho de ver as suas músicas compiladas num disco. Mas foi duns 4 anos pra cá que idealizei o projeto de fazer um CD.

- Como surgiu o nome do cd? Porque seu MPB é Rock e seu Rock é MPB?

É porque nosso MPB é Rock, e nosso Rock é MPB. Esses dois estilos já se fundiram, pelo menos aqui em nossa região. Tanto quem toca, como o público já  absorveram essa mistura há muito tempo, seja em apresentações ao vivo, ou no porta-CDs e arquivos de mp3 das pessoas.  Rita Lee é Rock e é MPB, Zé Ramalho é MPB e é Rock. Meu MPB é de Música Progressiva Brasileira, que não é tão Popular (por enquanto). Minha missão é tentar torna-la mais acessível às pessoas. 



 - Como foi a escolha das músicas para o cd? Ficou muita coisa de fora?

Ficou! Tem muita coisa legal que quero, em breve, gravar e disponibilizar a todos, pra gente curtir juntos. Tem algumas músicas que já nascem escolhidas, conforme a gente faz, num vê a hora de gravar e outras, coloquei no álbum porque tinham muito a ver com a história que é contada de música pra música. As três que compõem o bônus são gravações antigas que não poderiam ficar de fora, pois as pessoas já conhecem e gostam, e ainda não estavam em disco algum. 

 - Quando e como surgiu para você a vontade de compor?



Desde moleque, com 13, 14 anos me divirto e me distraio montando melodias e encaixando palavras nelas. Com o passar do tempo passei a viver mais intensamente esse lance e a aprimorar a forma de se fazer. A vivência musical traz novos elementos e as composições vão se moldando conforme o estado de espírito da gente. Compor é umas das coisas que mais me dá prazer.

 - Paulo, suas músicas falam do que?

De muitas coisas: Desde o distanciamento entre as pessoas, até a alegria de viver. Falam de revoltas e fugas, como também de reforma interior e buscas. Falam de pessoas que são importantes para nós, mas também falam de hipocrisia e transtornos psíquicos. Para mim, as faixas instrumentais do álbum, são as que mais tem a dizer, basta a gente saber ouvir.  



 - E eu fiz esta mesma pergunta para o Luciano Penedo, compositor da cidade como você. A cidade no começo dos anos 2.000 passou por uma efervescência de bandas e composições próprias. Parece que a cena deu uma esfriada. Porque isso aconteceu?

As composições não esfriaram. Hoje em dia tem muito mais gente compondo, o que não tem existido, talvez seja o envolvimento de pessoas, meios de comunicação, casas de show, bandas  e tudo mais com o processo de produção autoral. São diversos fatores que justificam esse distanciamento e conseqüente ‘esfriada’ na promoção das músicas próprias, dos quais destaco a rapidez da informação nos dias de hoje e o descarte quase que instantâneo da mesma. Na cabeça das pessoas parece não haver mais espaço para a absorção de novas criações.

 - Não dá para não falar do Matahare em uma entrevista com Paulo Pin. Conta para o blog como surgiu a Matahare e um pouco da trajetória dela na cidade.




Matahare completa 20 anos de banda de rock em janeiro de 2012. Começou com a vontade do Zezão e do Gigão te tocar rock dos anos 80 que eles tanto curtiam na época. Eu e todos os demais que passaram e, que ainda estão na banda, abraçaram esse sonho e viveram e vivem essa energia muito forte que é essa banda. A Matahare é uma entidade real, que fez e continua fazendo muita história na cidade e região. Já é patrimônio cultural da cidade.

 - Fale sobre o show, a escolha da banda e das participações?



O envolvimento dos músicos com o espetáculo que preparamos é dos mais intensos, uma coisa muito linda de se ver. Posso dizer que eles não foram escolhidos por mim, pois parece que cada um foi acontecendo de forma muito natural dentro de que cada música pedia para ser interpretada. A banda principal tem Carlão Francisquini e Murilo Fonseca contracenando em guitarras e violões, César Guarnieri(Vermeio) no contra-baixo e Edinho Calciolari na bateria. Participam, Estevam Dua nos teclados, João Biazotto e Marquinhos nos metais, Paulo Zen no saxofone, Paulinho Dadamos e Juninho Toledo na percussão, meu filho Tae Ricieri no violão e fazem vocais em algumas músicas P.C., Fabio Cozzo(hulk), Viviane Rossin, Daniela Zago e Maisa Barro. Fabião Matiello é o cara mais importante de toda trupe, nosso técnico de som!

 - Qual o cenário atual musical local? E do Brasil?

Vejo um monte de arte boa não sendo aproveitada. Muita produção independente desprezada, nem sendo conhecida e analisada. Isso é local e nacional, não sei como ocorre no exterior, tomara que seja diferente. A música hoje em dia ta sendo apenas consumida e não saboreada como deve ser a arte. Reflexo de nossos dias atuais em que as pessoas parecem não se importar muito com o conteúdo dos produtos, pois já foram seduzidos pela embalagem, pela propaganda, pela preguiça de pensar ou pelo medo de ter de decidir. Então compram tudo enlatado e seguem a tendência que a mídia prega e a maioria pratica, e se tornam um bando de pessoas iguais, incapazes de escolher sem ser comandado ou altamente influenciado.



 - Quais os projetos futuros após o lançamento da Música Progressiva Brasileira.

Tocar. A gente faz a música pra tocar. Se apresentar e compartilhar com as pessoas ótimos momentos de sublimação musical. Quero gravar mais e compor mais ainda. Já não é nem questão de querer, é minha vida, minha missão. Deus nos dê saúde pra fazer isso sempre.

JOGO RÁPIDO

 - Nome: Paulo Eduardo Giuseppin

- Idade: 42

- Primeiro show que viu: 14 Bis ou Kid Abelha no Ginásio de Esporte Dr. Neves   

- Primeiro show que tocou: Som na Praça Tancredo Neves, na banda De Praxe

- Show inesquecível que viu: Roger Walters no Pacaembu, em 2003

- Show inesquecível que tocou: Julho Cultural, no Teatro, meu show de músicas próprias em 2006

- Artista do Brasil e do Mundo: Milton Nascimento, Mercedes Sosa, Roger Waters

- Artista de Jaú: Carlão Francisquini



- Disco Preferido: The Wall – Pink Floyd

- Música preferida: Aleluia de Hendel

- Música preferida de Jaú: “Muito Louco” – Lady Jane


- A música para você é: educação pra vida, cura espiritual e alegria no meu viver.






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